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PROGRAMAÇÃO:
ABRIL de 2013
Sala de exibições
Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão
A ÚLTIMA AMANTE de Catherine Breillat
Sinopse
Na mundana Paris do século XIX, só se fala no casamento do jovem libertino Ryno de
Marigny com a bela e pura Hermangarde, uma jovem aristocrata. Os dois amam-se, mas as más-
línguas insinuam que Ryno não vai conseguir romper um antigo romance com a cortesã Vellin.
O futuro casamento está na boca de todos. O jovem libertino Ryno de Marigny, está prometido a casar com Hermangarde, uma “jóia” extremamente virtuosa da aristocracia francesa. Mas alguns, que querem impedir esta união, apesar do amor mútuo entre o casal, comentam que o rapaz nunca vai conseguir acabar o seu caso amoroso com Vellini, que perdura há anos. Num remoinho de confidências, traições e segredos, enfrentando as convenções e o destino, os sentimentos irão provar que a sua força é invencível...
Ficha Técnica
Titulo original: Une Vieille Maîtresse (França, 2007, 114 min)
Realização: Catherine Breillat
Intrpretação: Asia Argento, Fu’ad Ait Aattou, Roxane Mesquida
Argumento: Catherine Breillat a partir do romance de Jules-Amédée, Burbey d’Aurevilly
Fotografia: Giorgos Arvanitis
Montagem: Pascale Chavance
Distribuição: Leopardo Filmes
Classificação: M/16
Críticas
Catherine Breillat num novo ciclo
João Antunes, JN
Catherine Breillat será hoje a mais portuguesa das realizadores francesas. A co-argumentsta de "O último tango em Paris", e que chocou meio mundo com a representação de sexo explícito no seu "Romance", está de volta após uma ausência de quatro anos, motivada por grave doença. E de regresso aos temas do amor e do sexo. Mas "Une vieille maitress" é um filme de época, adaptando um romance de Jules-Amedee Barbey d'Aurevilly, passado no início do século XIX.
Acompanhando o processo de "desvinculação" de uma famosa libertina espanhola por parte de um jovem sedutor prestes a casar com a jovem mais virtuosa da sociedade parisiense, Catherine Breillat mostra-se perfeitamente à vontade neste universo de época, como se as personagens se tornassem contemporâneas quando se despem, o que nem acontece tanto quanto se esperaria num filme da realizadora. O filme mostra-nos uma cineasta em plena maturidade e num novo ciclo de criação.





