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PROGRAMAÇÃO: JUNHO 2016
Sala de exibições
Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão
Sinopse
É Verão. Rita, de 15 anos, vive vacilando entre a doçura da infância e a idade adulta.
Certo dia, ao ver uma exposição que um novo vizinho apresenta no centro comunitário do bairro
onde mora, fica fascinada. A partir desse momento, nada na sua vida será como dantes.
Com realização e argumento de João Nicolau (“A Espada e a Rosa”), este é, segundo as suas
palavras, um filme que “procura auscultar a lógica e as metamorfoses da paixão juvenil.
Respeitando os seus códigos particulares, acompanhando-os, a exploração (...) sempre distante
daquela que olha a atracção entre uma adolescente e alguém mais velho como uma disfunção
psicológica ou um sintoma de doença social. Ao filme e à protagonista não restou por isso outro
caminho senão o da constante transfiguração que nos aproxima daquilo que nessa paixão é mais
verdadeiro: a beleza.” Os actores Luísa Cruz, António Fonseca, Adriano Luz dão vida às
personagens.
Ficha Técnica
Título original: John From (Portugal, 2015, 100 min.)
Realização: João Nicolau
Interpretação: Júlia Palha, Clara Riedenstein, Filipe Vargas, Leonor Silveira, Adriano Luz
Argumento: João Nicolau e Mariana Ricardo
Música original: João Lobo
Fotografia: Mário Castanheira
Som: Miguel Martins
Montagem: Alessandro Comodin, João Nicolau
Produção: Luís Urbano, Sandro Aguilar
Estreia: 31 de Março de 2016
Classificação: M/12
O amor teen imaginado em Telheiras
Rui Pedro Tendinha, DN de 31 de Março de 2016
Um conto luminoso de verão com a habitual minúcia do humor de João Nicolau, um dos príncipes das curtas-metragens (a sua primeira longa, A Espada e a Rosa, desiludiu muito boa gente há seis anos atrás).
John From é um regresso a Telheiras, território já filmado pelo cineasta nas suas curtas, um bairro de Lisboa onde vivem duas amigas adolescentes. É verão, faz calor e há um novo vizinho a instalar-se. Cedo uma delas começa a desenvolver uma obsessão amorosa que a faz imaginar Telheiras como uma ilha do Sul do Pacífico.
Sem planos em falso, o trabalho de realização de Nicolau encarna a fidelidade a um cinema onde se celebra uma pequena grande irreverência tão cara ao realizador. Ao mesmo tempo, assume-se uma ideia de farsa de burguesia de classe média, entrando sem pedir licença no coração da adolescência feminina. Nicolau levou a sério o desafio de Sofia Coppola em As Virgens Suicidas: "obviamente, dr, nunca foi uma rapariga de 13 anos"...
Vale a pena entrar neste espaço para um secreto e subtil delírio de fantasia. De uma fantasia com uma beleza tão pura. Porque a paixão juvenil é assim.

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