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PROGRAMAÇÃO: JUNHO 2015

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Bruno Dumont

Ciclo Paulo Rocha – Cinema Mundo (parte I)

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Paulo Rocha
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Alice Rohrwacher
* TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM
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Ingmar BERGMAN

Sala de exibições Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão

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Se Eu Fosse Ladrão...Roubava de Paulo Rocha

Paulo Rocha — Cinema Mundo (parte I)

Com a estreia de Se eu fosse ladrão... roubava, obra póstuma e (possível) súmula da sua arte sempre mesclada com a vida, exibiremos Verdes Anos (1963) e Mudar de Vida (1966), obras que tornaram Paulo Rocha uma das figuras incontornáveis do Cinema Novo e uma das principais ascendências nas obras de alguns dos cineastas mais notáveis do cinema português contemporâneo: Pedro Costa, Teresa Villaverde e Joaquim Sapinho. Já havíamos passado pela obra de Rocha com a exibição da obra-prima O Rio do Ouro (1998), por A Raiz do Coração (2000) que confirmara a sua abertura a outros mundos, numa constante renovação e paixão por outras culturas de que o “asiático” A Ilha dos Amores (1982) faz figura de proa e que, por isso, incluiremos na segunda parte do ciclo que dedicaremos em breve ao cineasta, que também incluirá a imersão no universo de Amadeo de Sousa-Cardoso, com a exibição de Máscara de Aço contra Abismo Azul (1989).
Cineclube de Joane, Junho de 2015

Sinopse

Um pequeno lavrador de S. Vicente vê o seu pai morrer com a peste que dizima o País. Alguns anos mais tarde, de todos os irmãos, Vitalino é o mais aguerrido e toma o lugar de homem da casa. Mas a aldeia onde vive é muito pequena para as suas aspirações e decide rumar ao Brasil deixando as suas irmãs encarregadas dos trabalhos da casa.
Partindo da memória familiar e da matéria dos seus filmes, Paulo Rocha revisita as suas origens e as referências maiores da sua vida e obra, numa construção complexa, que é conscientemente testamental embora só diretamente auto-biográfica. O motor inicial do filme é a evocação da infância e juventude do pai do autor, em particular o sonho obsessivo deste, na altura partilhado por muitos, de emigrar para o Brasil, para onde partiu efetivamente em 1909. Mas este tema familiar cruza-se desde o início com o grande mundo da obra de Rocha, num puzzle de raccords temáticos que se dirige para dentro e para trás (a busca do centro ou da origem...) tanto quanto para fora (a constante ampliação de sentido, a identidade de um país). Paulo Rocha fala portanto da sua própria necessidade de partir, e da interrogação de Portugal através da distância, assim como fala da morte, mas também da doença e de um medo tornados endémicos, corrosivos de um país.

Download do Dossier

Ficha Técnica

Titulo Original: Se Eu Fosse Ladrão...Roubava (Portugal, 2011, 100 min)
Realização: Paulo Rocha
Argumento: Regina Guimarães, Paulo Rocha, João Carlos Viana
Interpretação: Carla Chambel, Chandra Malatitch, Isabel Ruth, Joana Bárcia, João Pedro Vaz,
Lima Duarte, Luís Miguel Cintra, Márcia Breia:
Fotografia: Acácio de Almeida
Montagem: Edgar Feldman
Produção: Gafanha Filmes
Som: Olivier Blanc
Distribuição: Midas Filmes
Estreia: 7 de Maio de 2015
Classificação: M/12

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