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PROGRAMAÇÃO: Março 2018
Sala de exibições:
Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão
Close-up – Observatório de Cinema
Produção da Casa das Artes e do Municipio de Famalicão.
Sinopse
Em 1895, Louis e August Lumière inventam o cinematógrafo e filmam alguns dos primeiros filmes na história do cinema. Com a descoberta da mise-en-scène, dos travellings e ainda dos efeitos especiais e remakes, também inventaram o cinema enquanto arte.
Dos seus mais de 1400 filmes, Thierry Frémaux, director do Festival de Cinema de Cannes e do Instituto Lumière, seleccionou 108: obras de arte mundialmente conhecidas ou descobertas de filmes antes desconhecidos, recuperados em 4K e reunidos para celebrar o legado dos Lumière.
Ficha Técnica
Título original: Lumière! (França, 2016, 90 min)
Realização e Argumento: Thierry Frémaux
Produção: Cécile Bourgeat, Maelle Arnaud
Montagem: Thomas Valette, Thierry Frémaux
Música: Camille Saint-Saëns
Distribuição: Midas Filmes
Classificação: M/12
Estreia: 13 de Outubro de 2017
Os irmãos da câmara de filmar
Inês Lourenço, DN
Celebrar o cinema é isto: ir à sua origem e colher a magia das primeiras imagens em movimento. Thierry Frémaux, diretor do Festival de Cannes e do Instituto Lumière, oferece-nos essa viagem privilegiada, ao longo de 108 filmes - dos mais de 1400 da coleção dos irmãos inventores do cinematógrafo - que provam como o seu olhar tinha um rigoroso sentido de mise-en-scène.
Cada uma destas obras, com menos de um minuto, é uma linguagem sobre a realidade, desde os magníficos enquadramentos à construção dramática...
Já era altura de mostrar assim, através de um rico trabalho de composição, com preciosos comentários do próprio Frémaux, que afinal Auguste e Louis Lumière não foram apenas inventores de um aparelho, mas também pioneiros da arte que se faria com ele. Está lá tudo. E é maravilhoso perceber isso ao longo do prazeroso roteiro que é Lumière!
Para redescobrir a herança dos irmãos Lumière
João Lopes, DN
Além de programador do Festival de Cannes, Thierry Frémaux tem desenvolvido, na qualidade de diretor do Instituto Lumière, em Lyon, uma importante atividade de gestão, preservação e restauro do património dos irmãos Lumière.
Este filme é uma consequência direta do seu trabalho, sendo constituído por uma colagem de algumas dezenas de pequenos filmes de um minuto de duração (50 segundos, para sermos rigorosos), rodados pelos Lumière e seus operadores entre 1895 e 1905. São matérias essenciais dos primeiros capítulos da história do cinema, devidamente contextualizados pelos comentários, em off, do próprio Frémaux.
A nostalgia da descoberta envolve, assim, a pedagógica revelação das proezas dos Lumière, desde a arte do enquadramento até à subtileza de um olhar documental seduzido pelos mais diversos elementos de ficção.




