As sessões realizam-se no Pequeno auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Os bilhetes são disponibilizados no próprio dia, 30 minutos antes do início das mesmas.
Depois da morte da mãe, as irmãs Nora e Agnes deparam-se com o regresso de Gustav, o pai de ambas, à cidade de Oslo, de onde partiu anos antes, na sequência do divórcio. Realizador famoso, mas com a carreira suspensa há algum tempo, Gustav sempre manteve com as filhas uma relação distante e difícil. Ao oferecer a Nora, actriz de teatro, o papel principal no seu novo filme, cujo argumento se baseia na história da sua própria mãe, Gustav desperta memórias dolorosas e ressentimentos provocados pela sua ausência. Quando Nora recusa a proposta, a escolha recai sobre Rachel Kemp, uma jovem estrela de Hollywood. Mas essa decisão não vai ajudar a cicatrizar as feridas ainda abertas. Em competição no Festival de Cinema de Cannes, onde foi distinguido com o Grand Prix, este drama familiar recebeu nove nomeações para a edição de 2026 do Óscares, entre eles o de melhor filme, melhor actriz para Renate Reinsve, melhor actor secundário para Stellan Skarsgård e melhor realizador para Joachim Trier — que, em 2022, já tinha sido nomeado por “A Pior Pessoa do Mundo”, também protagonizado por Reinsve.
Neste drama sobre a memória, o luto e a fragilidade da vida, o lituano Šarūnas Bartas – também autor de "Geada" (2017) e "Na Penumbra" (2019) – parte em direcção à cidade costeira de Ventanilla Lagoon (México), local onde Ina Marija Bartaite, a sua filha mais velha, faleceu em Abril de 2021. Acompanhado por Una Marija, a filha mais nova, percorre não apenas o lugar onde Ina passou os últimos dias da sua vida, mas também o território íntimo do próprio luto. Ao cruzarem- se com algumas pessoas da região, pai e filha deparam-se com pequenos fragmentos que reconstroem os últimos dias de vida dela. Apresentado no Festival de Cinema de Veneza, na secção "Giornate degli Autori", este drama integrou também a secção "Grandes Mestres" do LEFFEST - Lisboa Film Festival, dedicada a cineastas consagrados.
O filme conta uma história de determinação, talento e obsessão. Marty, um simples e determinado vendedor de sapatos, revela-se um prodigioso jogador de pingue-pongue, fazendo história no desporto e transformando-se numa lenda dos torneios profissionais e clandestinos, assim como nos constantes confrontos com as autoridades. O argumentista Ronald Bronstein e o realizador Josh Safdie, que já tinham colaborado em “Vão-me Buscar Alecrim” (2009), “Heaven Knows What” (2014), “Good Time” (2017) e “Diamante Bruto” (2019), inspiram-se na vida de Marty Reisman (1930-2012), aqui com o apelido Mauser e interpretado por Timothée Chalamet, num papel que lhe valeu o Globo de Ouro e o Critics Choice Award. Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Kevin O’Leary, Tyler, The Creator, Abel Ferrara, Fran Drescher, Penn Jillette e Sandra Bernhard completam o elenco.
Cinquenta anos depois, Luciana Fina revisita as imagens da Revolução dos Cravos em Portugal, reconsiderando a transição do fascismo para a libertação e o processo de construção de um novo país, para a sua emancipação e o seu futuro. É um tributo ao cinema que interferiu na história e que restitui hoje a hipótese de um momento extraordinário. O filme atravessa a asfixia do salazarismo e da PIDE, as ocupações estudantis de 1969, o Movimento das Forças Armadas de 1974, os sonhos, programas e perspectivas do PREC, o "Verão Quente", a descolonização.
Realizado pelo cineasta chinês Wang Bing – também responsável por “A Fossa” (2010), “Três Irmãs” (2012) e “Almas Mortas” (2018) –, este documentário, estreado no Festival de Veneza, divide-se em três partes e retrata as dificuldades enfrentadas por jovens de várias zonas rurais da China que se mudam para Zhili, a 150 quilómetros de Pequim, para trabalharem em fábricas têxteis. “Juventude - Tempos Difíceis”, a segunda parte, aprofunda os desafios enfrentados por esses trabalhadores, que lutam para sobreviver com salários baixos e, muitas vezes, em condições quase desumanas. Nas fábricas têxteis de Zhili, as histórias tornam-se mais dramáticas à medida que o tempo passa.
O que moveu os fundadores foi a promoção do cinema, a vontade de dar a conhecer todos os espectros, geográficos e estilísticos, possibilitar o conhecimento da história do Cinema. Quem se lembraria de fundar um cineclube numa vila de um concelho, que embora fosse populoso não tinha um público cinéfilo? Para saber mais consulte o arquivo abaixo.
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