As sessões realizam-se no Pequeno auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. Os bilhetes são disponibilizados no próprio dia, 30 minutos antes do início das mesmas.
Inspirado num dos mais famosos romances de Albert Camus, publicado em 1942, este drama acompanha Meursault, um homem francês a viver na Argélia colonial de 1930 que leva uma vida em completa indiferença e apatia. Um dia, vê-se envolvido numa disputa que resulta na morte de um árabe com quem se cruza numa praia. Durante todo o processo em tribunal, será a sua incapacidade de demonstrar sentimentos — seja tristeza perante a morte da mãe, afecto pela namorada ou arrependimento pelo crime que cometeu — que se tornará o principal motivo da sua condenação à morte. Em competição no Festival de Cinema de Veneza, o filme tem a assinatura do aclamado e prolífico realizador francês François Ozon.
Marina ficou órfã de ambos os pais, que morreram de complicações decorrentes da sida, quando era muito pequena. Agora, já com 18 anos, desloca-se até Vigo, na Galiza, para se encontrar com os avós paternos a fim de obter a assinatura necessária para se candidatar a uma bolsa de estudos numa faculdade de Barcelona. Ao ser acolhida por aquela família, que lhe é praticamente desconhecida, Marina divide-se entre a alegria da proximidade e o intensificar da dor pela falta dos progenitores. Entre encontros com os avós, tios, primos e outros parentes, vai descobrindo novas versões do passado familiar. E enquanto tenta reconstruir a história de amor dos pais, vive também o seu primeiro amor. Estreado no Festival de Cannes, este drama sobre perda e traumas transgeracionais fecha a trilogia assinada por Carla Simón, que se iniciou com “Verão 1993” (2017) e continuou com “Alcarràs” (2022, Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim), cujos argumentos são inspirados na sua própria história de vida num registo autoficcional.
Em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o governo de Vladimir Putin pediu às escolas que exacerbassem o patriotismo e justificassem o ataque perante os alunos. Requeria, para isso, provas de vídeo que mostrassem que tais guias estavam a ser cumpridas. Pavel Talankin, um professor de Karabash, cidade industrial na zona de Chelyabinsk Oblast, passou dois anos a filmar as suas actividades na escola, a forma como a própria escola se foi transformando numa máquina de propaganda e recrutamento para o exército russo. Em 2024, acabou por sair da Rússia, isto com a ajuda da produção deste documentário que co-assinou com David Borenstein, tendo vencido o Óscar de melhor longa documental na cerimónia de 2026.
Orsolya, oficial de justiça em Cluj, na Transilvânia (Roménia), teve como responsabilidade despejar um idoso que ocupava ilegalmente a cave de um prédio antes da sua demolição. Ao perceber que a sua acção levou o pobre senhor ao suicídio, depara-se com uma grande dificuldade em gerir o sentimento de culpa por ter contribuído para a tragédia. Com um título inspirado no clássico "Europa 51" (1952), de Roberto Rossellini, e distinguido com o Urso de Prata para melhor argumento no Festival de Cinema de Berlim, Kontinental '25 tem realização do romeno Radu Jude, vencedor do Urso de Ouro em 2021 com "Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental" e do Prémio Especial do Júri em Locarno, em 2023, com "Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo".
O que moveu os fundadores foi a promoção do cinema, a vontade de dar a conhecer todos os espectros, geográficos e estilísticos, possibilitar o conhecimento da história do Cinema. Quem se lembraria de fundar um cineclube numa vila de um concelho, que embora fosse populoso não tinha um público cinéfilo? Para saber mais consulte o arquivo abaixo.
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