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PROGRAMAÇÃO: Abril 2018
Sala de exibições:
Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão
Sinopse
Década de 1930. A Coreia encontra-se subjugada ao Japão. Sook-Hee é contratada como empregada de Hideko, uma jovem órfã japonesa que é a única herdeira de uma grande fortuna. Desde a tragédia da morte dos mais que tem como tutor Kouzuki, um tio autoritário e dominador. Mas Sook-Hee não está ali por acaso. Ela é aliada de Fujiwara, um vigarista que tem um plano malicioso: conquistar o coração de Hideko, casar-se com ela e colocá-la num hospício. Mas tudo muda quando uma amizade inesperada surge entre as duas raparigas, que rapidamente se transforma em algo mais...
Um "thriller" erótico, realizado pelo sul-coreano Park Chan- wook ("Oldboy - Velho Amigo", "Vingança Planeada", "Thirst - Este É o Meu Sangue..."), que se baseia no romance "Fingersmith", da britância Sarah Waters. O elenco inclui Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo e Cho Jin-woong.
Ficha Técnica
Título original: Ah-ga-ssi (Coreia do Sul, 2016, 144 min.)
Realização: Park Chan-wook
Interpretação: Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo, Cho Jin-woong
Produção: Park Chan-wook, Syd Lim
Argumento: Park Chan-wook, Chung Seo-kyung
Musica: Jo Yeong-wook
Fotografia: Chung Chung-hoon
Montagem: Kim Jae-bum, Kim Sang-bum
Distribuição: Alambique Filmes
Classificação: M/18
Um requintado jogo de aparências
Inês Lourenço, DN
É inspirado num romance vitoriano, tem uma estrutura narrativa de boneca russa, mas a história passa-se durante a ocupação japonesa da Coreia (1930). Do prestigiado realizador coreano Park Chan-wook, A Criada surge no horizonte de estreias com aparência bem encorpada, a fazer jus ao nome da distribuidora: Bold.
Não por acaso, é sob um detalhado sistema de aparências que aqui se labora o prazer da revelação. A princípio, somos lançados num quadro reconhecível: uma criada chega a uma mansão revestida de mistérios. Porque foi enviada? Para ajudar um impostor a casar com a sua senhora, e roubar-lhe a herança...
Se esta piscadela de olho não convence, o melhor é não saber mais nada, porque o filme ergue- se a partir de uma voluptuosa e deliciosamente perversa arte de contar. Isso e uma estética desarmante, que dá novas tonalidades ao romanesco.
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