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PROGRAMAÇÃO: Maio 2018

Filme
MAI
3
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Craig Gillespie

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10
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Marco Bellocchio

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17
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Laís Bodanzky
* TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM

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24
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Sharunas Bartas

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31
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Jorge Cramez


Sala de exibições:
Pequeno auditório
Casa das Artes de V. N. de Famalicão
Parque de Sinçães - V. N. de Famalicão


Close-up – Observatório de Cinema
Produção da Casa das Artes e do Municipio de Famalicão.

Filme
MAI
19
Foto
* 15h00 + 17h30
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COMO NOSSOS PAIS, de Laís Bodanzky

Sinopse

Rosa, de 38 anos, é uma típica mulher de classe média que se esforça por conciliar a profissão com a vida familiar, mas que se sente a fracassar em todas as áreas. É casada com Dado, um antropólogo demasiado metido consigo mesmo, e com ele tem duas filhas prestes a entrar na adolescência. A sua relação com a mãe sempre foi conflituosa, cheia de amarguras e palavras por dizer. Até que um dia, durante um almoço familiar, a mãe lhe confessa algo inesperado. Essa descoberta vai alterar tudo o que Rosa tomou como certo e vai levá-la numa busca por si mesma que a mudará para sempre...

Estreado no Festival de cinema de Berlim, um filme dramático escrito e realizado pela brasileira Laís Bodanzky ("Bicho de Sete Cabeças", "Chega de Saudade", "As Melhores Coisas do Mundo") e protagonizado por Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Antonia Baudouin, Annalara Prates e Paulo Vilhena.

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Ficha Técnica

Título original: Como Nossos Pais (Brasil, 2017, 102 min.)
Realização: Laís Bodanzky
Interpretação: Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Antonia Baudouin
Argumento: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi
Produção: Rodrigo Castellar, Caio Gullane, Ana Saito
Fotografia: Pedro J. Márquez
Montagem: Rodrigo Menecucci
Estreia: 15 de Março de 2018
Distribuição: Alambique
Classificação: M/12

Um outro Brasil
João Lopes, Cinemax

Subitamente, um belo exemplo da actual produção brasileira, bem distante das regras correntes do espaço telenovelesco: "Como Nossos Pais", da realizadora Laís Bodanzky, mergulha no espaço de uma família em convulsão.

Brasil, nos nossos dias — uma família e as suas atribulações. Esta é a história de Rosa (Maria Ribeiro), frustrada por um emprego mais ou menos burocrático, desejando escrever peças de teatro... Há as infinitas tarefas a cumprir com as duas filhas pré-adolescentes, uma relação tensa com o marido (Paulo Vilhena), marcada por crescentes suspeitas de infidelidade, e ainda as súbitas e perturbantes confissões da mãe (Clarisse Abujamra)...

Digamos que podia ser material típico de uma telenovela — mas não. Decididamente, não. Há um outro Brasil, imenso, criativo, quase desconhecido no espaço português do audiovisual, que está longe de se esgotar nas matrizes formatadas das novelas. E o filme "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky, aí está como esclarecedor e luminoso exemplo de um cinema atento às convulsões sociais e afectivas do presente, não abdicando de um rigor de encenação que o coloca em linha directa com o melodrama clássico.

Como sempre acontece nestas coisas, o trabalho com os actores revela-se decisivo. E Bodanzky sabe dirigir um elenco de muitos talentos, não falhando sequer nessa complexa tarefa que consiste em encenar crianças/adolescentes sem ceder às convenções do paternalismo mais ou menos pitoresco. O destaque vai necessariamente para Maria Ribeiro, no papel central da mãe, actriz de surpreendente capacidade de transfiguração face ao olhar frio da câmara.

Reflectindo uma tendência actual, detectável nos mais diversos contextos culturais, "Como Nossos Pais" assume um realismo directo, carnal, sempre interessado nas contradições das personagens e suas relações. E convém não simplificar a palavra realismo. Nada a ver com naturalismo ou qualquer ilusão televisiva de "espontaneidade" — ser realista é, aqui, estar atento à vida interior dos espaços que se filmam e à verdade plural, porventura indizível, das personagens que os habitam.

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